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USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS
O QUE DIZEM AS ESTATÍSTICAS?
Os dados acerca do uso irracional de medicamentos no Brasil são alarmantes. Aproximadamente um terço das internações ocorridas no país tem como origem o uso incorreto de medicamentos. Estatísticas do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que os medicamentos respondem por 27% das intoxicações no Brasil, e 16% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos.
Contudo, o uso irracional de medicamentos não é uma prática exclusiva do Brasil, sendo, portanto, prática mundial.
Abaixo, seguem informações da OMS, sobre este hábito que ocorre em muitos países:
. 25 a 70% do gasto em saúde, nos países em desenvolvimento, correspondem a medicamentos, em comparação a menos de 15% nos países desenvolvidos.
. 50 a 70% das consultas médicas geram prescrição medicamentosa.
. 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente.
. 75% das prescrições com antibióticos são errôneas.
. 2/3 dos antibióticos são usados sem prescrição médica em muitos países.
. 50% dos consumidores compram medicamentos para um dia de tratamento.
. Cresce constantemente a resistência da maioria dos microorganismos causadores de enfermidades infecciosas prevalentes.
. 53% de todas as prescrições de antibióticos nos Estados Unidos são feitas para crianças de 0 a 4 anos.
. Os hospitais gastam de 15 a 20% de seus orçamentos para lidar com as complicações causadas pelo mau uso de medicamentos.
Diante do exposto, a OMS estabeleceu como seu grande desafio para a próxima década a melhoria na racionalidade do uso de medicamentos, havendo necessidade de promover a avaliação desse uso. No Brasil, de uma maneira geral, as soluções propostas para reverter ou minimizar este quadro devem passar pela informação da população, maior controle na venda com e sem prescrição médica, melhor acesso aos serviços de saúde, adoção de critérios éticos para a promoção de medicamentos, retirada do mercado de numerosas especialidades farmacêuticas carentes de eficácia ou de segurança e incentivo à adoção de terapêuticas não medicamentosas.
Referência:
AQUINO, D. S. Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade? Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, 2008.

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