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PLÁSTICO E DIABETES
O Bisfenol-A (BPA) foi sintetizado pela primeira vez em 1891, e foi descrito como sendo um estrogênio sintético na década de 1930. Na mesma época, o dietilestilbestrol (DES) foi testado e o BPA deixado de lado devido a forte atividade estrogênica.
Na década de 1950, o BPA foi redescoberto como um composto que podia ser polimerizado para fazer plástico policarbonato, e a partir daí até os dias de hoje, tem sido largamente usado na indústria de plásticos. Ele é utilizado na fabricação de policarbonato de plástico e no revestimento interno de resina de embalagens e latas de alimentos e bebidas.
Está presente não só nos recipientes de alimentos e bebidas, mas também, em materiais dentários. O calor, as condições ácidas ou básicas podem acelerar a hidrólise e a liberação de BPA e, assim, o potencial de exposição. De fato, o potencial de exposição ao BPA foi demonstrado quando o mesmo foi detectado em 95% das amostras de urina de humanos nos USA.
Quanto ao potencial de risco do BPA, o menor nível de efeito adverso observável (LOAEL) foi estabelecido na década de 1980 em 50 mg/kg/dia (MILIGRAMAS) e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) calculou uma "dose de referência segura" de 50 µg/ kg/dia (MICROGRAMAS). No entanto, desde então, são várias as evidências científicas que demonstram que o BPA pode interferir no sistema endócrino, em doses muito abaixo da dose de segurança, nos períodos fetal, neonatal, perinatal e também na idade adulta.
🔬 BISFENOL E DIABETES
Estudo de revisão feito por pesquisadores da Universidade Miguel Hernandez, Elche, Espanha e publicado no periódico Hormones, em 2010, analisou os efeitos potenciais das substâncias químicas ambientais no controle homeostático relacionado à glicemia e ao equilíbrio energético. Muitos dos produtos químicos ambientais podem imitar ou interferir na ação de hormônios e são geralmente referidos como "desreguladores endócrinos".
Entre estes compostos estão: bifenil policlorados, dioxinas, ftalatos e bisfenol-A, compostos que têm sido correlacionados com alterações na homeostase da glicose sanguínea em humanos. Os pesquisadores concluiram que os estrogênios ambientais, em particular o BPA, são prováveis envolvidos na exacerbação e aceleração do desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Em humanos adultos, há evidências epidemiológicas que apontam o BPA como um importante fator de risco para o diabetes tipo 2. Além disso, estudos mostram ligações entre exposições casuais ao BPA e resistência à insulina: alterações na biossíntese e secreção de insulina pelas células β de ratinhos machos adultos e diminuição de adiponectina em adipócitos humanos. A resistência à insulina e a redução de adiponectina contribuem para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, especialmente em indivíduos com predisposição genética para falhas nas células β pancreáticas.
Entre estes compostos estão: bifenil policlorados, dioxinas, ftalatos e bisfenol-A, compostos que têm sido correlacionados com alterações na homeostase da glicose sanguínea em humanos. Os pesquisadores concluiram que os estrogênios ambientais, em particular o BPA, são prováveis envolvidos na exacerbação e aceleração do desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Em humanos adultos, há evidências epidemiológicas que apontam o BPA como um importante fator de risco para o diabetes tipo 2. Além disso, estudos mostram ligações entre exposições casuais ao BPA e resistência à insulina: alterações na biossíntese e secreção de insulina pelas células β de ratinhos machos adultos e diminuição de adiponectina em adipócitos humanos. A resistência à insulina e a redução de adiponectina contribuem para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, especialmente em indivíduos com predisposição genética para falhas nas células β pancreáticas.
* Adiponectina é um hormônio que modula vários processos metabólicos, incluindo a regulação da glicemia.
Referência
MAGDALENA, P. A. et al. Bisphenol-A: a new diabetogenic factor? HORMONES, 9(2):118-12, 2010.

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