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AÇÚCAR E AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL
A doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade prematura no mundo desenvolvido, e a hipertensão é o fator de risco mais importante. O controle da hipertensão é um dos principais focos das iniciativas de saúde pública, e as abordagens alimentares historicamente se concentram no sódio.
Embora os benefícios potenciais das estratégias de redução de sódio sejam discutíveis, um fato sobre o qual há pouco debate é que as fontes predominantes de sódio na dieta são os alimentos industrialmente processados. Os alimentos processados também são geralmente ricos em açúcares adicionados, cujo consumo pode estar mais forte e diretamente associado à hipertensão e risco cardiometabólico.
Evidências de estudos epidemiológicos e ensaios experimentais em animais e humanos sugerem que açúcares adicionados, particularmente frutose, podem aumentar a pressão arterial e a variabilidade da pressão arterial, aumentam a freqüência cardíaca e a demanda miocárdica de oxigênio e contribuem para a inflamação, resistência à insulina e disfunção metabólica mais ampla.
Os comitês de orientação devem mudar o foco do sal e concentrarem maior atenção no provável aditivo alimentar mais conseqüente: o açúcar. A recomendação é a redução na ingestão de açúcares adicionados industrialmente, particularmente frutose, e especificamente nas quantidades e contexto de produtos alimentícios.
James J DiNicolantonio and Sean C Lucan. The wrong white crystals: not salt but sugar as aetiological in hypertension and cardiometabolic disease. Open Heart. British Medical Journal, 2014.
https://openheart.bmj.com/content/1/1/e000167

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