NUTRIÇÃO EM PSIQUIATRIA: FOCO NA DEPRESSÃO

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NUTRIÇÃO EM PSIQUIATRIA: FOCO NA DEPRESSÃO

O microbioma intestinal tem sido considerado como um importante determinante da saúde física e mental. A literatura científica emergente neste campo sugere que a associação entre a qualidade da alimentação e os distúrbios depressivos, provavelmente é, em parte, mediada pela microbiota intestinal.

Os sintomas depressivos estimulam o aumento do consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, hábitos alimentares e gatilhos que ocasionam impacto nocivo a médio e longo prazos. As alterações microbianas perpetuadas pela má alimentação podem conduzir e exacerbar os sintomas depressivos.

Por sua vez, a melhoria no padrão dietético mostrou prevenir a depressão. Sendo um instrumento de fácil acesso e eficaz na modificação da composição microbiana, a alimentação pode proporcionar uma alternativa mais aceitável que as terapias​ medicamentosas​ com efeitos colaterais desagradáveis, particularmente em pacientes com sintomas suaves de depressão.

Isto fornece um alvo importante de estudo e pesquisa para a prevenção e o tratamento de transtornos mentais comuns. É importante ter em mente que o campo de pesquisa está em seus estágios iniciais e ainda não foi capaz de identificar e descrever de forma abrangente a composição de um intestino "saudável", nem a plena capacidade funcional da maioria dos filamentos bacterianos.

Em geral, a função do microbioma pode variar muito entre as pessoas, embora diferentes composições de microbiomas entre indivíduos também possam ter as mesmas funções.
Os avanços na tecnologia analítica continuarão a lançar luz sobre este campo de investigação em rápido desenvolvimento. Embora as pesquisas sobre probióticos, prebióticos e dietética realizadas até agora, forneçam suporte que a alimentação é o alvo para a modificação e modulação microbiana e, por sua vez, o alívio nos sintomas que acometem a saúde mental, há necessidade de mais pesquisas, incluindo ensaios clínicos randomizados.

As pesquisas caminham na direção de investigar a eficácia e a viabilidade da melhoria da saúde mental em função da modulação microbiana Intestinal​. Embora pré e probióticos (cuja presença é transitória no Trato Gastrointestinal e dependente do consumo contínuo) oferecem tentadora promessa de eficácia no campo da psiquiatria, considerando mudanças nutricionais holísticas.

Referência:
Sarah Dash; Gerard Clarke; Michael Berk; Felice N. Jacka. The Gut Microbiome and Diet in Psychiatry: Focus on Depression. Curr Opin Psychiatry. 2015;28(1):1-6.

Fonte:
Medscape ➡http://www.medscape.com/viewarticle/836260

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